O grupo dedica-se ao estudo da arquitetura e do funcionamento da mente humana, investigando os processos mentais subjacentes ao comportamento, desde a entrada de estímulos sensoriais até a execução de ações complexas. Sob uma perspectiva interdisciplinar que dialoga com a neurociência e a filosofia, discutimos como o indivíduo adquire, transforma, armazena, recupera e utiliza a informação. Investigamos os mecanismos de sensação e percepção, analisando como o cérebro interpreta o mundo através de processos de baixo para cima (bottom-up) e de cima para baixo (top-down), bem como as leis de organização perceptiva (Gestalt). Debatemos o papel da atenção na seleção e filtragem de informações, abordando a atenção focalizada, dividida e os processos automáticos versus controlados. Exploramos a memória não apenas como um arquivo de experiências, mas como um sistema complexo e reconstrutivo — envolvendo memória de trabalho, episódica e semântica — e suas falhas, como o esquecimento e a produção de falsas memórias.

O grupo também examina processos cognitivos superiores, como o raciocínio, a resolução de problemas e a tomada de decisão, observando o uso de heurísticas e a lógica mental. Por fim, integramos a influência das emoções e sentimentos na cognição, rejeitando a dicotomia razão-emoção e observando como estados afetivos modulam o julgamento, a fixação de memórias e a adaptação ao meio. Das bases neurobiológicas às implicações comportamentais, buscamos compreender a dinâmica da vida mental.

Adicionalmente, o grupo expande sua investigação para a Filosofia da Mente, examinando as bases ontológicas e epistemológicas da cognição. Revisitamos o clássico problema mente-corpo, dialogando com o legado do dualismo cartesiano e avançando para as concepções materialistas e o funcionalismo, que compreende a mente como um sistema de processamento de informação análogo ao software de um computador. Aprofundamos o debate sobre a natureza da consciência, distinguindo entre a consciência de acesso e a consciência fenomenal — enfrentando o chamado “problema difícil” da experiência subjetiva e dos qualia.

Investigamos as origens do conhecimento através do embate histórico entre racionalismo e empirismo — contrapondo a razão inata à experiência sensorial como fontes do saber, — e integramos a visão construtivista, na qual o sujeito não apenas recebe passivamente dados do mundo, mas organiza e constrói ativamente suas representações mentais,. Por fim, questionamos os limites da racionalidade humana (racionalidade limitada) e as implicações dos processos inconscientes e automáticos para a existência do livre-arbítrio.